A realidade virtual é uma tecnologia que permite ao usuário interagir com um ambiente recriado através de um programa de computador.

A maioria dos ambientes de realidade virtual são experiências paralelas, onde, através de óculos tridimensionais que vão conectados a um computador central, recria-se uma situação virtual exatamente igual à realidade concreta e que, somada à utilização de fones de ouvido, provoca a imersão total do indivíduo em um ambiente planejado.

Muito embora o paciente inicialmente “saiba” que está prestes a ingressar em uma vivência que o levará a um mundo “não real”, ou seja, todas as experiências a serem vividas serão oriundas de uma programação digital, bastam apenas alguns segundos de exposição para que o cérebro do usuário seja literalmente “arrastado” à nova realidade, desfazendo de forma imediata e sumária toda a concepção de uma experiência paralela.

Sabe o resultado? O cérebro do paciente reage como se efetivamente estivesse em uma nova situação (real), reagindo, emocionando-se e, finalmente, respondendo como se estivesse, de fato, em uma “nova situação concreta”. 

Quais problemas de saúde mental podem ser tratados?

Vários problemas já são alvo desse tipo de intervenção. Para citar alguns:

Ansiedade: embora se saiba que a terapia cognitivo-comportamental seja a abordagem de tratamento preferencial a essa categoria de transtorno, as pessoas mais velhas apresentam certas limitações decorrentes da idade, como a diminuição da mobilidade, por exemplo, o que lhes impediria seguir os protocolos de exposição a situações tímidas.

Assim sendo, como a mobilidade pode ser afetada, o problema pode ser contornado ao “se imaginar” as situações temidas, amplamente já testadas em sua eficácia. Entretanto, pessoas mais velhas também apresentam outro fator limitante, que é o decréscimo e uma redução em sua capacidade de visualização, o que seria um novo obstáculo de tratamento.

Como até 25% das pessoas com 65 anos ou mais apresentam diferentes graus de ansiedade, o recurso virtual, além de ser uma promessa esperançosa de tratamento, pois, além dos benefícios já descritos de contornar as limitações impostas pela idade, vai além, ao se constituir de um tratamento não-farmacológico e, portanto, livre de efeitos colaterais mais expressivos. 

Uso abusivo de álcool: já existem algumas evidências de que a realidade virtual pode reduzir o desejo das pessoas para uso abusivo de álcool. Por exemplo, em um tratamento descrito, os pacientes foram expostos em um ambiente de realidade virtual que reproduziam cenas compostas de sons, cheiros e, principalmente, de pessoas usando álcool em excesso.

Antes que eles começassem o programa virtual, todos os pacientes foram submetidos à tomografia por emissão de pósitrons (PET) e tomografia computadorizada (TC), o que permitiu aos pesquisadores estudar o metabolismo do cérebro de cada um dos pacientes. Descobriu-se que, por exemplo, em comparação com um grupo de pessoas saudáveis, os pacientes dependentes de álcool apresentaram um metabolismo mais rápido no circuito límbico do cérebro – o que indica uma maior sensibilidade aos estímulos, como o álcool. Entretanto, após a terapia de realidade virtual, os resultados (PET e TC) foram alterados.

De acordo com os pesquisadores, a terapia virtual foi uma abordagem promissora para tratar a dependência do álcool, pois colocou os pacientes em situações semelhantes à vida real e, dessa vez, dentro um ambiente controlado e mais seguro.

Concluem os pesquisadores, dizendo que a terapia virtual pode ser mais “delineada” para cada caso, ao ajudar, além dos fatores já mencionados, ajudar os pacientes a permanecerem abstinentes e assim evitar as conhecidas “recaídas”. 

Estresse pós-traumático: feito de maneira correta, a exposição a memórias de eventos traumáticos pode levar a uma redução de Transtorno de Estresse Pós-traumático (PTSD). Nesses casos, a exposição ajuda o processo do paciente em se habituar às memórias ligadas aos eventos traumáticos que são carregados de fortes emoções e que, portanto, são evitadas ou bloqueadas pelo paciente, o que não o ajuda em seu processo de cura ou de superação emocional.

Um estudo descreve o tratamento de um sobrevivente dos ataques de 11 de setembro do World Trade Center que desenvolveu um quadro agudo de estresse pós-traumático e que, após ser tratado com a técnica de dessensibilização por imagens, não havia respondido ao tratamento.

Submetido ao tratamento de realidade virtual (seis sessões com a duração de uma hora cada), apresentou 83% de redução da depressão e 90% de redução nos sintomas após a finalização do tratamento. 

Outra pesquisa relata o uso da terapia virtual em militares que retornaram da guerra do Iraque, uma vez que parte expressiva dos soldados apresentavam estresse pós-traumático. Após o tratamento virtual, resultados significativos de melhora foram identificados. 

Medo de avião: em média, segundo dados da IATA, mais de 8 milhões de pessoas voam por dia no mundo e, apenas em 2013, mais de 3 bilhões de pessoas fizeram viagens de avião. Em 2014, estima-se que 3.3 bilhões de pessoas tenham constituído o grupo de usuários das malhas aéreas mundiais, o que equivale a dizer que aproximadamente 44% da população do planeta se deslocam por avião.

Segundo estimativas do National Institute of Mental Health (NIMH) dos Estados Unidos, o medo denominado de “aviophobia” (ou fear of flying – “FOF”) atinge cerca de 6,5% da população, o que representa naquele país cerca de 20 milhões de pessoas. Se as mesmas estatísticas forem aplicadas junto à população mundial, teremos então, no mundo, 210 milhões de pessoas que apresentam a referida fobia.

Em um estudo que comparou duas formas de intervenção com terapia virtual em 86 indivíduos que sofriam de medo de voar, a terapia virtual apresentou resultados semelhantes à terapia cognitivo-comportamental, além do fato de que a terapia virtual, diferente de outras formas de tratamento, tem se mostrado a mais efetiva na redução da ansiedade antecipatória (aquela que se manifesta antes da experiência de voar). Para concluir, a relação custo- benefício da terapia virtual pode ser superior aos outros tratamentos, sugerem os pesquisadores, colocando-a à frente das demais modalidades de intervenção. 

No Brasil, o tratamento de fobia de avião, por exemplo, já é oferecido. 

Autocrítica: no estudo publicado no periódico PLoS ONE, 43 mulheres saudáveis, mas excessivamente autocríticas, experimentaram algumas trocas de papel (um corpo virtual de tamanho natural substituindo o seu próprio, por exemplo), sendo-lhes então possibilitado viver certas experiências a partir da perspectiva digital.

Virtual environment used in the experiment: (A) suit and and head-mounted display; (B) view of child avatar when embodied in adult avatar; (C) view of adult avatar when embodied in the child avatar (1st person perspective); (D) external view of child and adult avatars (3rd person perspective).

Na sequência, as participantes, após reconhecerem seu próprio corpo, encontravam na vida virtual uma criança que estava muito angustiada e que chorava, mas que, posteriormente, recebia muita atenção.

Depois de alguns minutos, o primeiro grupo de participantes (grupo 1) foram então transferidas para o corpo infantil virtual e, a partir dessa perspectiva, recebiam o afeto que outrora entregavam enquanto adultas a essa criança, recebendo assim suas próprias palavras e gestos de ternura e amabilidade.

O outro grupo (grupo 2) observara a mesma experiência, entretanto, sem mudarem de papel (como se estivessem apenas assistindo a uma interação entre um adulto e uma criança).

Ambos os grupos foram classificados pelos diferentes estados de humor e por traços de personalidade (antes e depois do experimento).

Os resultados apontaram que as mulheres que passaram pela experiência de receber a afetividade através da criança virtual, se comparado ao outro grupo que apenas assistiu às interações, apresentaram uma diminuição expressiva da autocrítica, um aumento da autoestima e, finalmente, uma expansão geral do bem-estar.

Concluem dizendo que a vivência na vida virtual e a possibilidade da troca de papéis pode servir de um verdadeiro “divisor de águas”, uma vez que o excesso de autocrítica desempenha um papel proeminente no desenvolvimento e manutenção de muitos problemas de saúde mental, incluindo a depressão. 

Para se pensar, não acha?…

Conclusão

Acredita-se que a terapia baseada em realidade virtual irá tornar-se, progressivamente, um tratamento de baixo custo em um futuro não muito distante. Além disso, os resultados têm sido tão animadores que eu arriscaria afirmar que as formas tradicionais de psicoterapia que conhecemos hoje podem vir a sofrer uma poderosa interferência e, rapidamente, impactar a forma de se pensar o processo de ajuda humana.

Eu penso, inclusive, que, se podemos levar nossos pacientes ao mundo virtual, nada nos impede que nós, os profissionais de saúde (psicoterapeutas), também possamos adentrar nesta nova realidade e, quem sabe, dar os primeiros passos naquilo que eu denominaria de “matrix psicoterapêutico” (uma alusão ao filme já conhecido de realidades paralelas, entretanto, dentro de uma perspectiva da ajuda psicológica humana) e, assim, podermos prestar serviços em qualquer lugar do Planeta, ao romper as barreiras do tempo e do espaço.

Ingenuidade de minha parte? Talvez… Quem viver, verá.
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Artigo publicado originalmente no blog de Cristiano Nabuco, palestrante exclusivo de Sandra Paschoal Soluções em Palestras.

A Revista Profissional & Negócios procurou Washington Olivetto para saber o que ele faz depois de um dia de trabalho. Segundo ele, seu trabalho é extraído da vida, transformado em publicidade e então devolvido pra vida. “Quanto mais eu vivo, melhor publicidade eu faço”.


Informações: WMcCANN

por Claudia Wallin

Não aceitamos dinheiro”, diz o caixa da loja de acessórios de computador no centro da capital sueca, Estocolmo. Ele me olha com certo espanto, como se meu gesto de tirar dinheiro vivo da carteira já tivesse sido fossilizado em algum museu de cera como memória de um passado selvagem.
É o princípio da era da Cashless Society, a Sociedade Sem Dinheiro, e a Suécia lidera a tendência no planeta: quatro entre cada cinco transações de compra no país são feitas hoje eletronicamente, ou através de cartões.

Voltar aos tempos do dinheiro de papel não é uma alternativa na Suécia. Fora de questão”, diz Bengt Nilervall, analista da Federação Sueca do Comércio (Svensk Handel).

Os sinais da morte anunciada do dinheiro estão por toda parte neste país, onde compra-se até chicletes com cartão. Turistas atônitos ouvem dos motoristas de ônibus de Estocolmo que a tarifa deve ser paga via SMS ou cartões pré-pagos, enquanto os demais passageiros sobem na condução empunhando seus celulares com a mensagem do pagamento feito. No Museu do ABBA, da icônica banda sueca, também não se recebe pagamento em dinheiro. Taxistas aceitam qualquer cartão. 

Nas máquinas de bilhetes de estacionamento, que também aceitam cartão, foi colado um aviso para quem anda perdendo o bonde da história – “Você não precisa mais de mim”, diz a mensagem, seguida de instruções para baixar o aplicativo EasyPark e realizar os pagamentos via celular.

São, ironicamente, os criadores negando a criatura: as primeiras cédulas de papel da Europa foram introduzidas em 1661 pelo Stockholms Banco, o embrião do Banco Central da Suécia. Agora, os suecos tornam-se os primeiros a desprezar o dinheiro vivo.
“A Suécia está significativamente à frente do resto da Europa e também dos Estados Unidos, onde ainda se usa um grande volume de dinheiro de papel”, diz Nilervall, destacando os avanços dos vizinhos nórdicos, Noruega e Dinamarca, na mesma direção.

Cada vez mais bancos usam cada vez menos dinheiro, em uma sociedade que paga suas contas majoritariamente via internet, celular e cartão. Os principais bancos da Suécia vêm simplesmente parando de lidar com dinheiro em até 75% de suas agências, com a única exceção do Svenska Handelsbanken. 

Ladrões de banco vão se tornando, assim, anacrônicos personagens da história. Os poucos assaltantes mal-informados protagonizam cenas de humor involuntário. Em uma manhã de 2013, um homem invadiu uma agência bancária em Östermalmstorg, no centro de Estocolmo, e ameaçou os funcionários com um objeto que parecia ser uma arma. Diante da clássica ordem “passe todo o dinheiro”, ouviu do caixa a realidade dos novos tempos: “este banco não trabalha com dinheiro”. Perplexo, o homem deixou o local de mãos vazias, e foi caçado em seguida pela polícia.

Em toda a Suécia, o número de roubos a agências bancárias vem atingindo o índice mais baixo dos últimos 30 anos, segundo a Associação dos Bancos sueca. Em 2014, de acordo com relatório publicado na página oficial na internet do Conselho Nacional Sueco para a Prevenção do Crime (Brottsförebyggande rådet – Brå), foram registrados no total 23 assaltos a banco no país. 

Na previsão de Bengt Nilervall, dentro de cinco anos 95 por cento das transações financeiras da Suécia serão realizadas de forma eletrônica.

E daqui a dez anos, o dinheiro de papel terá um uso mínimo”, vaticina o analista da Federação do Comércio.

Pergunto a Bengt quanto ele leva hoje em dinheiro na carteira.

Zero coroas suecas”, ele responde. “Se você fizer a mesma pergunta aos meus colegas, vai ouvir a mesma resposta. Porque se você mora em Estocolmo, definitivamente não precisa de dinheiro de papel.”

Uma das poucas vezes em que que um sueco precisa tocar em dinheiro é quando dá um trocado para o filho ir comprar sorvete, emenda o especialista.

Mas quando uma criança completa dez anos de idade aqui na Suécia, ela ganha uma conta bancária e um cartão”, acrescenta ele. 

É verdade: assim vi o meu marido sueco fazer com nossas três crianças. Na idade do plástico, o que rege a Suécia são os cartões – a média é de 260 transações com cartão bancário por pessoa, a cada ano. E novas tecnologias e aplicativos de pagamento via celular vêm sendo desenvolvidos com rapidez colossal.

Entre as últimas novidades está o aplicativo Swish, que acabou criando um novo verbo na língua sueca: “swishar”, que significa transferir dinheiro via celular. Para “swishar” dinheiro para outro usuário, basta digitar no celular o número de telefone da pessoa ou empresa a quem deseja transferir uma quantia, seguido por um código de segurança. A transação se dá em tempo real: em questão de segundos, pisca no celular de quem recebeu o dinheiro a mensagem de que a quantia entrou em sua conta bancária.

O sistema Swish foi implementado nos seis maiores bancos da Suécia, como um método rápido e simples de transferência de dinheiro entre pessoas e empresas.
Nas ruas, feirantes e ambulantes também se adaptam à tendência cashless. Até mesmo os sem-teto que oferecem nas esquinas a revista cultural Situation, a equivalente sueca da britânica Big Issue, já estão equipados com leitores portáteis de cartões. 

Muitas pessoas diziam que não podiam comprar a revista porque não tinham dinheiro na carteira”, disse à Sveriges Radio (Rádio Suécia) a diretora da revista, Pia Stolt. “Tínhamos que fazer alguma coisa, e a solução foi procurar a empresa de pagamentos móveis iZettle a fim de poder vender a revista eletronicamente”.

O resultado é palpável:

As vendas da Situation aumentaram em 59%”, diz Pia.

Nos grandes supermercados suecos, também já não é mais preciso passar pelo caixa tradicional. No meu mercado local, o Hemköp, os caixas de autoatendimento são tão populares que a direção retirou do local as atendentes que ajudavam os consumidores iniciantes a usar a nova técnica. Após posicionar a barra magnética de cada produto nas máquinas de leitura, paga-se a conta com qualquer tipo de cartão.

É muito melhor não ter que enfrentar uma fila grande para comprar dois litros de leite”, diz o sueco Rickard Skröder.

A Suécia é uma sociedade reconhecidamente formada por early adaptors, com rápida adaptação a novas tecnologias em um dos países mais avançados do mundo em técnicas digitais.
Os bancos e o comércio investiram maciçamente em sistemas de pagamentos eletrônicos na Suécia a partir da década de 90, e hoje em dia os consumidores estão acostumados a usá-los”, diz Niklas Arvidsson, professor de Dinâmica Industrial do Real Instituto de Tecnologia da Suécia (KTH).

Na Itália, por exemplo, 3/4 de todas as compras ainda são pagas em dinheiro.
Isto é consequência do baixo índice de confiança nas autoridades e no sistema bancário”, observa o professor.

Arvidsson acredita que a Suécia pode se tornar uma sociedade totalmente sem dinheiro – mas não antes de 2030:

As pessoas ainda têm uma relação familiar com a sensação de ter dinheiro vivo na mão, e uma pesquisa recente mostrou que dois terços dos entrevistados consideram a disponibilidade do dinheiro de papel como uma questão de direitos humanos”. 

Para os bancos, as empresas de cartões e a indústria sueca, as vantagens de uma sociedade cashless são evidentes. Operar sem dinheiro traria mais segurança para funcionários e clientes, eles dizem. E também eliminaria os altos custos de gerenciamento e transporte de dinheiro, estimados recentemente em 8,7 bilhões de coroas suecas – o equivalente a 0.3% do PIB sueco.

Mas pouco tem sido debatido sobre os desafios que uma sociedade sem dinheiro pode trazer, segundo apontou o ex-comandante da polícia sueca Björn Eriksson em artigo publicado recentemente na imprensa sueca. 

Como ficam as pessoas desfavorecidas que vivem à margem do sistema bancário? O que acontece com a privacidade do indivíduo quando todas as suas transações financeiras podem ser rastreadas? E o que acontece quando as coisas não funcionam?”, pergunta-se Eriksson, também um ex-chefe da Interpol.

No verão passado, os organizadores do festival de música Bråvalla, que acontece todos os anos na cidade de Norrköping, anunciaram que o evento seria totalmente cashless. Mas o sistema de pagamentos não funcionou, lembra Eriksson. E o caos se instalou. 

O Estado precisa garantir o direito das pessoas de usarem o dinheiro de papel”, defende ele.

O debate engaja defensores e detratores da idéia nas redes sociais, com direito a doses de humor:

Já vivo sem dinheiro há anos. Desde o dia em que me divorciei”, escreveu um internauta.

Mas o analista da Federação Sueca do Comércio não chega ao ponto de decretar a morte do dinheiro de papel.

Se eu acredito que a Suécia não terá no futuro nenhum dinheiro em circulação? Bem, não. Mas com certeza o uso do dinheiro será drasticamente reduzido”, afirma Bengt Nilervall, que prefere destacar as vantagens de entrar na onda cashless:

Não conheço as circunstâncias do Brasil, mas acredito que as novas tecnologias têm o potencial de beneficiar qualquer país. Na Suécia, a maioria dos políticos defende a expansão dos meios eletrônicos de pagamento, como forma de evitar a sonegação de impostos e combater o mercado negro”, ressalta ele.

Pelo menos a curto prazo, os dias de vida do dinheiro de papel na Suécia estão garantidos: em outubro deste ano, o país lança uma novíssima coleção de cédulas – que vai incluir a efígie da enigmática estrela sueca Greta Garbo na nota de cem, e uma inédita nota de 200 coroas suecas com a imagem do diretor Ingmar Bergman. 
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Publicado originalmente na revista Panorama Abecs

Fundamental desde a realização de pequenas tarefas a grandes sonhos, a força de vontade é limitada, basta analisar o mecanismo que a determina. No entanto, o mesmo mecanismo nos mostram como aumentá-la. São formas que todos querem saber, já que a força de vontade é uma virtude que todos gostariam de ter mais. É comum ouvirmos que alguém gostaria de ter mais força de vontade para parar de fumar, estudar e outros.
Antes de mostrar como trabalhar a força de vontade, explico porque ela é limitada. Há uma região no cérebro, como se fosse um único “músculo”, o córtex pré-frontal, responsável por ela. Ele se cansa ao longo do dia, já que o mesmo “músculo” usado para te dar disposição de trabalhar é o usado para te dar vontade de fazer ginástica e cuidar dos filhos. Quando este músculo se esgota, falta vontade para algo, como seguir a dieta. No entanto, há maneiras de potencializar a eficiência do córtex pré-frontal.
  1. Dormir bem
  2. Alimentar-se em um intervalo de no máximo quatro horas: o córtex pré-frontal é uma das partes do cérebro que mais consomem glicose, sem comer, o nível da substância baixa e você se sente sem vontade.
  3. Exercício: embora você precise ter força de vontade para praticar atividade física, exercitar-se provoca a liberação de hormônios do bem-estar e te deixam mais disposto, assim como aumentam a atividade do córtex pré-frontal.
  4. Meditação: focar o pensamento em um som ou na respiração é uma ótima forma de exercitar o”músculo” da força de vontade, comprovada cientificamente.


Esse título não é nosso. O autor é Mario Prata, em sua recente crônica publicada na edição de julho da revista Playboy. Sua namorada acha uma cinta-liga no quarto e, furiosa, pede explicação sobre algo que ele não tem ideia de como foi parar ali. O que o Olivetto tem a ver com isso? Descubra clicando neste link aqui.
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Informações: WMcCANN
por Luiz Marins, em setembro de 2000

Já ouvi essa frase dezenas de vezes. Sem muita consciência da realidade, das dificuldades, da pressão por custos, dos efeitos da globalização nos mercados, muitos colaboradores começam a desenvolver uma impressão - que com o tempo e a repetição passa a tornar-se, para eles, uma quase-verdade - de que trabalham na pior empresa do mundo, que têm o pior salário do mundo, e que tudo na empresa é muito ruim - da comida ao uniforme e que têm “o pior emprego do mundo”.
É claro que há situações salariais negativas. É claro que há empresas em que a alimentação e o uniforme não são os melhores. Mas será essa a realidade da grande maioria? Será essa a realidade da sua empresa, da empresa em que você trabalha? 
Além disso, é preciso usar um pouco de lógica quando se faz uma afirmação desse tipo: melhor ou pior em relação a qual empresa? Melhor ou pior em relação a qual setor da economia? Melhor ou pior do que qual comida ou uniforme? Quando dizemos “pior ou melhor” estamos fazendo uma afirmação comparativa. Estamos nos comparando com quem? Será essa comparação justa? Seremos nós, também, os melhores ou os piores colaboradores? Em relação a quem? 
Ao fazer essas perguntas poderemos descobrir que estamos comparando situações e realidades diferentes. Muitas vezes estamos fazendo comparações por ouvir dizer e acreditando mesmo em meias-verdades de amigos em churrascos de final de semana que afirmam receber de suas empresas aquilo que de fato não têm. Mente-se muito sobre salários e benefícios para impressionar amigos. Cheque as informações que lhe deram de outras empresas e você verá que estou falando a verdade.
E essa atitude continuada de falar mal da empresa por uma parte dos colaboradores pode até desestimular melhorias. Muitos empresários afirmam que “não adianta melhorar nada, pois os empregados sempre reclamarão”.
Muitos dirão que eu estou fazendo uma defesa injustificada dos patrões e das empresas. Mas não é isso que estou fazendo. O que estou pedindo é que cada um faça uma justa avaliação da realidade e que tenha em conta todos os fatores que compõem a realidade e não apenas uma visão ingênua e unilateral. Seremos nós tão competentes, dedicados e comprometidos como imaginamos ser?
Nesta semana, faça uma análise fria, sensata e equilibrada de suas condições de trabalho e de seu emprego. Será que você realmente está no inferno que diz estar? Será que você não está acreditando numa mentira e achando que está no pior emprego do mundo, na pior empresa, com o pior salário do mundo?
Pense nisso. Sucesso!
por Keila Jimenez, para o blog KTV, do portal R7

O bicho papão das novas mídias não assusta Washington Olivetto, 63. Homem de criação na publicidade há mais de 40 anos, o pai do garoto Bombril ainda aposta nas "mil e uma utilidades" da TV como o caminho para a sobrevivência do veículo.
Publicitário premiado, corintiano roxo e escritor, o presidente da agência W/McCann fala ao blog KTV sobre o futuro da televisão e da publicidade audiovisual.
Olivetto aposta no potencial revolucionário da TV, na conquista do público jovem e no poder agregador das novas mídias. Para ele, em um mercado cheio de dúvidas é preciso buscar o popular. Vence quem tiver atitude e tocar as pessoas, sem temer o novo.
"Não dá para ter medo das redes sociais. Elas sempre existiram. Só que em vez de Twitter, era a porta da vizinha, na rua, onde as pessoas passavam rapidinho e sabiam tudo o que estava acontecendo", diz Olivetto.

Como você encara essas mudanças que vêm atingindo o mercado audiovisual, com a TV enfrentando a forte competição de novas mídias?

Washington Olivetto - A TV, quando quer, é revolucionária. Sempre foi e sempre será. Veja o que uma greve de roteiristas fez no EUA? Parou tudo. Quem têm boas ideias segue adiante, por isso essa busca da TV por grandes autores. O que não se pode perder de vista é a cultura popular. Ser popular é o caminho. Mas falo de um popular que toque as pessoas, não do popular vulgar.

Você acha que a TV como conhecemos vai acabar?

Acabar? Não. O Brasil digital já é gigante. Mas há regiões nesse país sem energia elétrica, acredita? Fizemos uma ação comercial em uma cidade no Piauí que não tinha luz. Levamos o Natal iluminado para a criançada de lá...Foi uma loucura. Então, eu estou falando desse país cheio de competência e de diferenças. A TV brasileira tem muita qualidade. Foi criada por gente como o Boni, o Daniel Filho, que sempre souberam o que é o popular de bom gosto. E esse ainda é caminho.

Mas a maneira de ver TV está mudando...

Sim. Está deixando de ser gregário (que levam as pessoas a se juntarem). As pessoas assistem TV no celular, no computador. Mas isso não pode ser um problema. A W/Brasil (antiga agência de Olivetto) foi a primeira agência a ser toda informatizada. E se você olhar bem, não é tudo tão novo assim (risos). As redes sociais já estavam aí. Era a porta da vizinha onde as pessoas passavam e conversavam um pouco. O Instagram também. Era aquele casal de amigos chato que viajava e depois fazia um jantar em casa para mostrar na parede os slides da viagem (risos). Esse é o pai do Instagram. Os valores são os mesmos, o público continua aí.

E o que é a busca do popular para você?

Entrar para a cultura popular é dar tudo ao alcance do público, simplificar. Ninguém quer ler bula. As pessoas não querem complicações. Tem uma história assim: um bilionário, de 50 anos, entra em um bar chique em Nova York e pede um Dry martini. Do seu lado senta um loira linda, de uns 30 e poucos anos, e também pede um Dry martini. Eles se olham e ele diz: "Quer dormir comigo?". E ela fala: "Na minha casa ou na sua?", e ele responde : "Se vamos começar a discutir eu não quero mais (risos)". Se as pessoas estão assim na vida, imagina para consumir TV, publicidade...

Muitos dizem que o intervalo comercial vai sofrer com o consumo de vídeos on demand, programação gravada, o telespectador podendo escolher o que quer ver e quando quer ver...

O controle remoto está há muito tempo na mão das pessoas. Mas a única certeza que tenho nesse mercado é que o que vale é uma grande ideia e saber ela como vai chegar ao seu público. E não adianta ficar discutindo isso no mercado publicitário.

Por que?

Ortopedistas quando se encontram, falam sobre cirurgia de tíbia. Cada um conta como foi a que fez. Publicitários falam de publicidade que fizeram ou viram. Então, publicitário que anda com publicitário faz publicidade ruim. Faz publicidade que já foi feita, sem novidade, sem atitude.

Alguns executivos de TV reclamam que está cada vez mais difícil prender a atenção do público jovem. Como fisgar essa audiência ?

O público jovem sempre foi uma prioridade. Me lembro do programa "Divino Maravilhoso", da TV Tupi, no final dos anos 1960, com Caetano, Gil, Gal...Aquilo já era de olho no público jovem, no novo, como falar com esse público. Essa busca não mudou. E o segredo é o mesmo: ter atitude.

Mas você não fica assustado com tantas mudanças?

Não. Se você tem coragem, tem atitude, não vai se perder. Mick Jagger tem atitude. Acha que ele está assustado com as novas mídias, com as mudanças? E olha que o Mick Jagger tem de rebolar bem mais do que eu ... (risos).